Rosemberg reúne professores e estudantes para discutir Educação no estado

Publicado: 11 de setembro de 2018

Membro da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual e candidato à reeleição Rosemberg Pinto (PT) promoveu, nesta segunda-feira (10), um encontro com professores para debater a Educação no Estado. O postulante ouviu diversos atores envolvidos no tema para que nos próximos quatro anos, caso seja eleito, atue no Parlamento baiano com o olhar desses profissionais. “Saio daqui com uma bagagem cheia de ideias e pensamentos”, disse o parlamentar petista.

Na reunião, realizada no auditório do Sindae, nos Barris, em Salvador, Rosemberg mais ouviu que falou, pois como ele mesmo disse, “foi um momento para se apropriar de informações com o objetivo de debatê-las posteriormente com o governo e perante a sociedade”. E para lhe enriquecer de conteúdo, ele e os convidados ficaram atentos às falas do ex-deputado, jornalista e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Emiliano José; dos também docentes da Ufba, Patrícia Valin e Penildon Filho; do professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Danilo de Oliveira; e do secretário de Educação de Lauro de Freitas, Paulo Gabriel Nacif.

Rosemberg externou o seu desejo em aprender mais com quem é da área. “Quero continuar na temática da educação na Assembleia Legislativa, mas para isso, eu preciso estar antenado com as discussões que estão acontecendo no cenário nacional”, afirmou.

Paulo Nacif falou da sua preocupação como é tratada a Educação de Jovens e Adultos (EJA) que, de acordo com ele, não é debatido no país, mas que a Bahia precisa dar uma atenção especial.

Para Emiliano, é necessário pensar o tema como um projeto de nação, pois nos anos anteriores a golpe militar de 1964, a educação estava no centro do debate dos rumos do Brasil e, não à toa, surgiram naquele período pensadores extraordinários como Paulo Freire, que virou um nome mundial, mas que depois disso houve uma lacuna muito grande que a esquerda buscou preencher.

“Tudo que o PT fez até agora foi uma tentativa de minorar o déficit do terreno educacional com a volumosa criação de universidades federais, de centenas de institutos federais de educação, mas eu reconheço que ainda foram insuficientes”, confessou Emiliano.

 Já Patrícia opinou que o Estado precisa focar mais na área de mulheres e negras que são mães e mais especificamente as que são solteiras, pois é o segmento de maior vulnerabilidade social, já que elas têm um nível de escolaridade de apenas dois a três anos. A professora sugere que para serem contempladas com programas sociais essas mulheres, além de colocarem seus filhos na creche, voltem a estudar.

Penildon mostrou-se indignado com a remodelagem que o governo federal criou que significa um retrocesso até a década de 1940. “Qual vai ser a escola particular da elite que vai adotar essa reforma do ensino médio? Nenhuma, pois os filhos da elite sabem o que é bom e vão continuar a estudar tudo”, questionou.

Danilo reforçou garantindo que eles – membros do governo que estão no poder da esfera federal – estão de olho na mentalidade da nossa juventude e querem fazer da cabeça de cada um de nós um mercado. “Mas o mandato do nosso deputado é combativo nesse sentido, e sempre foi, e a gente precisa apostar nesse projeto e fazer a defesa do enfrentamento a essas condições”, defendeu.

Em seguida, o debate foi aberto para questionamentos e explanações. Donato Assis, ex-estudante do colégio estadual Manoel Novaes afirmou que levou muito tempo para concluir o ensino médio, porque os professores não procuravam saber o motivo do seu desinteresse pela sala de aula, mas apenas queriam lhe punir por algo que consideravam como sendo um comportamento errado. O rapaz não escondeu a satisfação em ser convidado por Rosemberg para prestigiar o evento. “Eu me sinto muito feliz por estar aqui porque é uma oportunidade de falar que eu nunca tinha tido na minha vida, de conversar com um deputado e explicar o que é que eu precisava fazer para expor essas ideias para alguém que eu sei que poderia me escutar”.

A militarização da escola chegou a ser abordada em alguns momentos, o próprio parlamentar confessou que conversou com uma professora de escola pública que disse que colocaria o filho em uma escola militar, entretanto, não o matricularia na instituição que ela própria ensina. Ele pontuou que é preciso colocar em discussão essa contradição e concluiu dizendo que nós não somos os proprietários do conhecimento.

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